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CEI ARQUIVADA

CEI do Lixo é arquivada na Câmara de Bauru por falta de vereadores dispostos a integrá-la

Comissão apuraria contratações e licitações de resíduos sólidos, mas só quatro das cinco vagas foram preenchidas

Publicado em 14/09/2026 às 16:44

População presente na sessão da Câmara (Foto: Câmara Municipal de Bauru)

A comissão que investigaria os processos de contratação e licitação ligados aos resíduos sólidos em Bauru, além do contrato de coleta de materiais recicláveis, não saiu do papel. O pedido de abertura da chamada CEI do Lixo acabou arquivado na tarde desta segunda-feira (14) porque faltou vereador disposto a compor o colegiado.

O caso chama atenção justamente pelo contraste entre a adesão ao requerimento e o desinteresse na hora de assumir uma cadeira. O documento reuniu 11 assinaturas, número acima do mínimo necessário para que a comissão fosse instalada sem depender de aprovação do Plenário. Mesmo assim, das cinco vagas exigidas, apenas quatro foram ocupadas.

A tentativa de composição

O Regimento Interno da Casa determina que as bancadas com maior número de vereadores têm prioridade na indicação, de modo a garantir a participação proporcional dos partidos representados na Câmara. Coube ao presidente Markinho Souza (MDB) conduzir o processo seguindo essa regra.

O líder do PSD, Junior Rodrigues, indicou Dário Dudário. O Podemos, por meio de Pastor Bira, apontou Emerson Construtor. Na sequência, MDB, Republicanos e PP abriram mão da vaga. O PL, pelo líder Cabo Helinho, teve o próprio parlamentar se indicando.

Com três nomes definidos e duas cadeiras ainda vagas, a consulta passou aos partidos com representante único na Casa. PT, Novo, União Brasil, Avante e PDT recusaram a participação, todos sob o argumento de que preferem a instalação de uma Comissão Processante, e não de uma CEI.

Uma segunda rodada foi então aberta. PP, PT, Novo, União Brasil, Avante e PDT declinaram novamente. O MDB indicou Sandro Bussola e o Republicanos, último a ser consultado, apontou Beto Móveis, que aceitou para evitar o arquivamento. Diante do cenário que se desenhava, porém, Cabo Helinho voltou atrás e abriu mão da vaga que havia assumido.

Sem a quinta indicação, o pedido foi arquivado.

Quem assinou

O requerimento havia sido protocolado na quarta-feira (9), horas depois da deflagração da Operação Cavalo de Troia pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado de São Paulo.

Assinaram o documento Sandro Bussola (MDB), André Maldonado (PP), Beto Móveis (Republicanos), Dário Dudário (PSD), Edson Miguel (Republicanos), Emerson Construtor (Podemos), Cabo Helinho (PL), Markinho Souza (MDB), Miltinho Sardin (PSD), Natalino da Pousada (PDT) e Pastor Bira (Podemos).

A expectativa agora se volta para a votação de instalação de uma Comissão Processante.

Fonte: PC/Câmara Bauru - Portal da Cidade com informações da Câmara Municipal de Bauru

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