REGIÃO DE BAURU
Piratininga cria grupo de acolhimento a mulheres que recebem Auxílio-Aluguel
Iniciativa visa à escuta qualificada e ao fortalecimento das participantes, contribuindo para romper o ciclo da violência e acessar a rede de proteção.
Publicado em 29/06/2026 às 10:37
Em Piratininga, na região de Bauru, mulheres que recebem o Auxílio-Aluguel do Governo de São Paulo também são acolhidas pelo Grupo de Apoio e Fortalecimento para Mulheres em Situação de Violência. A iniciativa da prefeitura visa a escuta qualificada e o fortalecimento das participantes, contribuindo para o rompimento do ciclo da violência e para o acesso à rede de proteção e garantia de direitos. O Auxílio-Aluguel para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica é uma política pública desenvolvida pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS).
A iniciativa conta com o apoio técnico da Divisão Regional de Assistência e Desenvolvimento Social (DRADS) de Bauru. “A DRADS nos orienta quanto a cursos de capacitação dos técnicos do equipamento, por exemplo. É um trabalho importante para ampliar o conhecimento sobre o tema trabalhado com mulheres vítimas de violência”, comenta Jamile.
Auxílio-Aluguel na região de Bauru
A região de Bauru registra a concessão do Auxílio-Aluguel para 575 mulheres vítimas de violência doméstica em pouco mais de um ano do programa. No estado, mais de 8,4 mil mulheres já foram atendidas. O programa somou um investimento de R$ 1,7 milhão na região, e R$ 24,1 milhões em todo o estado.
Os dados consolidados pela SEDS são referentes aos repasses realizados no período de fevereiro de 2025 a maio de 2026. A iniciativa chegou a 591 municípios paulistas, um indicativo da abrangência da política pública e do papel central da rede municipal de assistência social como porta de entrada para o benefício.
Criado pelo Governo do Estado de São Paulo, o programa oferece uma ajuda de custo mensal de R$ 500 por seis meses, com possibilidade de renovação por igual período. O objetivo é garantir condições concretas para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam se afastar de relações violentas com segurança e dignidade.
Podem solicitar o benefício mulheres que possuam medida protetiva expedida pela Justiça, residam no Estado de São Paulo, estejam em situação de vulnerabilidade e cuja renda, até o momento da separação, não ultrapasse dois salários mínimos. O cadastramento é feito pela rede municipal de assistência social nos municípios participantes. Após análise e aprovação, o valor é disponibilizado por meio de Poupança Social no Banco do Brasil, diretamente às beneficiárias.
Além do suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento às mulheres atendidas em todo o estado.
Onde buscar ajuda:
Na Assistência Social:
Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e Centros de Referência de Atendimento à Mulher;
Na Saúde:
Unidades Básicas de Saúde (UBS), Prontos-Socorros (PS) e hospitais;
Na Segurança Pública:
Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), Distritos Policiais (DPs) e Batalhões da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros;
Nos órgãos do Sistema de Justiça:
Ministérios Públicos, Defensorias Públicas e Ordem dos Advogados do Brasil.
Fonte: Portal da Cidade Bauru, com informações da Agência SP
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