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CULTURA

Agosto Indígena celebra arte e ancestralidade em Bauru de 12 a 22 de agosto

Com o tema "o futuro é ancestral", evento gratuito reúne danças, feira de artesanato, oficinas, rodas de conversa e palestras

Publicado em 13/08/2026 às 11:02

A ARACI é reconhecida como Ponto de Cultura e Ponto de Memória e desenvolve ações voltadas à cultura, memória, arte e educação, fortalecendo a presença e a visibilidade dos povos indígenas na cidade e na região (Foto: Ivone VITO)

Bauru recebe, de 12 a 22 de agosto, o Agosto Indígena, evento que celebra a arte, a cultura e a ancestralidade dos povos originários. Com entrada gratuita, a programação acontece na ARACI Cultura Indígena Rede das Artes, na Rua José Donato Ribeiro, 2-15, Vila Independência, atrás do Burger King da Castelo Branco, e inclui danças indígenas, feira de artesanato, oficinas, rodas de conversa e palestras, sob o tema "o futuro é ancestral".

O Agosto Indígena é um mês dedicado ao fortalecimento, visibilidade e luta dos povos originários. É celebrado em agosto por estar ligado ao Dia Internacional dos Povos Indígenas, comemorado em 9 de agosto e instituído pela ONU em 1995. No Brasil, a data busca ampliar o reconhecimento cultural e político dos povos indígenas além de um único dia, reforçando sua presença contínua na sociedade.

A ARACI Cultura Indígena Rede das Artes é um espaço cultural voltado para atividades indígenas, também compartilhado como espaço alternativo e independente para artistas e eventos de todos os gêneros. Reconhecida nacionalmente como Ponto de Cultura e Ponto de Memória, atua na preservação da identidade e dos saberes tradicionais, fortalecendo a presença indígena das aldeias nos centros urbanos.

O evento conta com a participação de artesãos e lideranças da Terra Indígena Araribá, localizada no município de Avaí, próximo a Bauru. A TI Araribá é composta por quatro aldeias, com predominância dos povos Terena, Guarani Ñandeva e Kaingang, e foi decretada como terra indígena pelo antigo Serviço de Proteção aos Índios (SPI) em 1913, sendo homologada pela Funai quase 80 anos depois, em 1991.

A programação começa no dia 12 de agosto com a ação formativa Letramentos Indígenas, ministrada por Aly Orellana Avá-Guarani, doutor em Educação pela PUC-SP, que segue nos dias 13 e 14.

A abertura oficial acontece no sábado, dia 15, das 9h às 16h, com feira de artesanato dos povos da Terra Indígena Araribá, que produzem cerâmicas, biojoias, colares, pulseiras, arcos e flechas, além de objetos feitos com sementes, fibras naturais e madeira. Às 10h30 haverá a Dança do Kipaé, com o Grupo Kohó, e a Dança Siputerenoé, da Aldeia Kopenoti. Às 11h, roda de conversa com lideranças indígenas, entre elas o Cacique Chicão Terena, da Aldeia Kopenoti, e a Cacica Suyãne Sobrinho Txukarramãe, da Aldeia Cacique Tibúrcio Tallihu, de Bauru. Às 14h, roda de conversa com mulheres indígenas.

No domingo, dia 16, das 9h às 20h, a programação inclui oficina de identidade Terena em serigrafia, roda de conversa sobre a comunidade indígena no contexto urbano, com participação de representantes do Governo Municipal de Bauru, e, às 19h, o show musical Na panela POP(lá) Canções fora da prateleira, com Josiel Rusmont.

Durante a semana, as atividades se espalham por outros espaços da cidade. Na segunda-feira, dia 17, haverá oficina de língua Aruak com o Mestre Dario Machado, da Aldeia Kopenoti, no SCFV Crianças em Ação-CEAC, no Jardim Ferraz. Na quarta-feira, dia 19, o artista Irineu Nje'a Terena conduz a oficina "O Avô de Barro", na ARACI. Na quinta-feira, dia 20, tem oficina de grafismo com Kaluã Luiz Terena, na OSC Portas Abertas, no Jardim Prudência. Nos dias 18 e 25 de agosto e 1º e 22 de setembro, o professor doutor Edson Fernandes ministra a ação formativa História de Bauru e o Apagamento da Memória Indígena, no CREFOR.

O encerramento será no sábado, dia 22, das 9h às 16h, com feira de artesanato, apresentações do Grupo Manduá da Aldeia Nimuendaju e do Grupo Tapê Porã Tekoa Tereguá da Aldeia Tereguá, palestra da professora doutora Sueli do Nascimento e, às 17h, o show A Força dos Povos da Floresta, com a Comitiva Rono Kenê, de Cruzeiro do Sul, no Acre.

O Agosto Indígena é idealizado e coordenado por Irineu Nje'a Terena, com fomento do Programa de Ação Cultural ProAC Editais, apoio cultural da Prefeitura de Bauru, por meio da Secretaria Municipal da Educação, e realização do Governo do Estado de São Paulo.


Fonte: Ivone VITO/ARACI Cultura Indígena – Rede das Artes

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