PAPO DE DENTISTA
O que acontece quando um dente perdido não é substituído?
Hugo Nary explica por que a perda de um dente deve ser avaliada e quais fatores influenciam na escolha do tratamento.
Publicado em 31/08/2026 às 07:32
Perder um dente vai muito além da questão estética. A ausência de um elemento dentário pode comprometer a função mastigatória e, por isso, deve ser avaliada por um profissional para definir a melhor forma de reabilitação.
De acordo com o cirurgião bucomaxilofacial Dr. Hugo Nary, os implantes dentários representam uma alternativa para substituir dentes perdidos, restaurando a função mastigatória e a estética do sorriso. No entanto, nem todas as pessoas são candidatas ideais para esse tipo de tratamento.
Antes da realização do procedimento, é importante que o paciente apresente boas condições de saúde bucal e geral. Problemas como doenças periodontais não controladas, cáries sem tratamento e algumas condições sistêmicas podem comprometer o sucesso do implante e aumentar o risco de complicações.
Outro aspecto avaliado é a quantidade e a qualidade do osso na região onde o implante será instalado. Segundo o especialista, o osso saudável é fundamental para garantir a estabilidade e a integração do implante. Em situações de reabsorção óssea significativa, pode ser necessária a realização de enxerto ósseo para viabilizar o procedimento.
O tabagismo também merece atenção. De acordo com o Dr. Hugo Nary, fumar pode comprometer a cicatrização e a integração do implante ao osso, aumentando o risco de falhas no tratamento. Por esse motivo, pacientes fumantes devem receber orientação específica antes da realização do procedimento.
Além disso, é importante que o paciente tenha expectativas realistas sobre o tratamento. Embora os implantes sejam uma alternativa eficaz para a reposição de dentes perdidos, o processo de osseointegração pode levar alguns meses, e o sucesso a longo prazo depende da boa higiene bucal e dos cuidados recomendados pelo profissional.
Por isso, após a perda de um dente, a avaliação individualizada é fundamental para definir qual é a melhor alternativa para cada paciente e quais cuidados devem ser adotados durante o tratamento.
Dr. Hugo Nary é doutor em Traumatologia Bucomaxilofacial, especialista em Cirurgia Ortognática e Implantodontia, e atende no Instituto HNary, em Bauru e São Paulo.
Fonte: Portal da Cidade Bauru
Notícias relacionadas
Ives Gandra alerta para a dívida que chega a 83% do PIB brasileiro
10/10/2026 às 16:42
Sidney Torres explica decisão do CNJ que facilita inventários em cartório sem ITCMD prévio
09/10/2026 às 11:18
Cuidar dos cabelos é também cuidar da saúde do couro cabeludo
08/10/2026 às 18:05
Mulheres, vocês não precisam enfrentar tudo sozinhas
08/10/2026 às 10:43
Dra. Ivana de Paula: desjudicializar não é afastar o cidadão da Justiça
07/10/2026 às 11:31
Siso sem dor também precisa de acompanhamento?
02/10/2026 às 18:52