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CIÊNCIA

Pesquisa da USP em Bauru investiga exposição de gestantes e bebês ao 5G

Estudo integra projeto internacional com mais de 20 centros de pesquisa e busca voluntárias; inscrições podem ser feitas até 30 de setembro pelo WhatsApp

Publicado em 29/08/2026 às 11:07

Estudo em Bauru é parte de um projeto internacional e sua primeira fase consiste na aplicação de um questionário (Foto: Cristiane Domingos/Jornal da USP)

A USP em Bauru está convidando gestantes e mães para participar de uma pesquisa que investiga os efeitos da exposição à tecnologia 5G. O estudo integra um projeto internacional que reúne mais de 20 centros de pesquisa em diversos países e tem o objetivo de oferecer respostas às questões levantadas pelas novas tecnologias sem fio.

O trabalho é conduzido por Cristiane Sabino Vianna de Oliveira Domingues, doutoranda na área de Cuidado Interdisciplinar nos Diferentes Ciclos da Vida pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação da Faculdade de Medicina de Bauru (FMBRU). Segundo a pesquisadora, o 5G opera em uma frequência muito mais alta que as tecnologias anteriores, e as análises do uso de aplicativos permitem estimar a dose diária de absorção da radiação no cérebro e no corpo inteiro, de acordo com o tempo de uso dos dispositivos.

"Na minha pesquisa de doutorado, estamos em busca de biomarcadores associados a processos cognitivos e afetivos de gestantes e bebês expostos à radiação não ionizante pelo uso de dispositivos eletrônicos de comunicação móvel 5G, uma tecnologia que opera em frequência muito mais alta que as anteriores. A atenção especial para os bebês se dá pelo fato de que são mais suscetíveis aos efeitos dessa tecnologia, pois estão na fase crítica do neurodesenvolvimento", explica Cristiane.

O estudo é dividido em etapas. A primeira consiste na aplicação de questionários, que podem ser respondidos presencialmente ou por link de formulário, conforme a preferência da voluntária. Na segunda fase, haverá coleta de saliva, que poderá ser realizada em clínica do campus da USP em Bauru, em unidades de saúde, em domicílio ou no local mais conveniente para cada participante. Os bebês também passarão pela Escala Bayley, avaliação aplicada no Centro de Ensino, Pesquisa, Assistência e Reabilitação em Fonoaudiologia (Cepar-USP) que mede o desenvolvimento linguístico, cognitivo, motor, socioemocional e adaptativo.

A pesquisa é desenvolvida sob orientação da professora Marília Afonso Rabelo Buzalaf (FMBRU e FOB), em cooperação com o Instituto de Salud de Barcelona (ISGlobal), com coorientação da doutora Mònica Guxens. O plano de trabalho é fundamentado em uma abordagem integrativa e transdisciplinar.

Paralelamente ao estudo, estão em andamento atividades de extensão ligadas ao tema: o Projeto Rafael, que promove o uso consciente de dispositivos de comunicação móvel; o Projeto Aurora, voltado à conscientização de gestantes sobre a importância do pré-natal odontológico; e o Projeto Alissa, que incentiva a alimentação saudável durante a gestação.

As gestantes e mães interessadas em participar voluntariamente podem se inscrever até 30 de setembro de 2026 pelo WhatsApp (11) 91596-0070, canal que também esclarece dúvidas e fornece orientações sobre o estudo. O link da pesquisa está disponível em https://linktr.ee/Projetos_USP e mais informações podem ser acompanhadas nos perfis @rafael.usp e @projetoaurora.fob.usp no Instagram.

Fonte: PC com informações do Jornal da USP e informações de Marcos Santos e Luís Victorelli (Comunicação USP Bauru).

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