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Queda de cabelo: quando é hora de procurar um especialista?

Dr. Lucas Kawasaki comenta os principais sinais de alerta para a queda capilar e explica quando é necessário buscar avaliação médica.

Publicado em 08/07/2026 às 11:28
Atualizado em

Dr. Lucas Kawasaki (Foto: Hugo Moreira (@agenciahaken))

É comum que homens e mulheres se preocupem ao perceber um aumento na queda de cabelo. Afinal, encontrar fios na escova, no travesseiro ou durante o banho pode causar insegurança. No entanto, é importante saber que nem toda queda representa um problema de saúde.

Em condições normais, perdemos diariamente entre 50 e 100 fios de cabelo. Esse processo faz parte do ciclo natural de crescimento, repouso e renovação dos fios. O sinal de alerta surge quando a queda se torna persistente, quando há diminuição perceptível da densidade capilar ou o aparecimento de falhas no couro cabeludo.

Nessas situações, a avaliação médica é fundamental. A queda capilar pode ter diversas causas, como predisposição genética, alterações hormonais, deficiência de vitaminas e minerais, doenças da tireoide, uso de alguns medicamentos, estresse intenso e até doenças autoimunes. Cada uma delas exige uma abordagem específica.

Por isso, antes de pensar em qualquer tratamento, é essencial identificar a origem do problema. Durante a consulta, avaliamos o histórico clínico do paciente, examinamos o couro cabeludo e, quando necessário, solicitamos exames laboratoriais para investigar possíveis alterações que possam estar contribuindo para a queda dos fios.

Um equívoco bastante comum é acreditar que toda pessoa com queda de cabelo precisa realizar um implante capilar. Na realidade, muitos pacientes apresentam condições que podem ser controladas com tratamento clínico, especialmente quando o diagnóstico é feito precocemente. Medicamentos, terapias complementares e correção de deficiências nutricionais frequentemente são suficientes para interromper a progressão da queda e estimular o crescimento dos cabelos.

O implante capilar é indicado principalmente nos casos em que há perda definitiva dos folículos, como ocorre na alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície hereditária. Trata-se de um procedimento que redistribui folículos saudáveis da própria pessoa para áreas com menor cobertura capilar, proporcionando resultados naturais quando há indicação adequada.

Outro ponto importante é que o implante não impede a evolução da calvície nas regiões onde ainda existem fios suscetíveis à queda. Por isso, mesmo após o procedimento, muitos pacientes precisam manter acompanhamento médico e tratamento para preservar os cabelos remanescentes.

A mensagem mais importante é que quanto mais cedo a pessoa procura avaliação especializada, maiores são as possibilidades de controlar a perda capilar e preservar os fios naturais. Esperar que o problema se resolva sozinho pode reduzir as opções de tratamento disponíveis.

Cuidar da saúde do cabelo vai além da questão estética. Em alguns casos, a queda capilar pode ser o primeiro sinal de alterações no organismo que também merecem investigação. Por isso, diante de uma queda persistente ou de mudanças perceptíveis no volume dos fios, a recomendação é buscar orientação médica.


Dr. Lucas Kawasaki

Cirurgião plástico

CRM 101.104 | RQE 46.135 📲 Instagram: @spmedcare

Fonte: Portal da Cidade Bauru

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